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Testemunho inspirador de uma Casa Feliz

Atualizado: Mar 23




Ter uma experiência de Feng-Shui na própria casa é algo que nunca se esquece, que fica na história emocional da pessoa que a tem, e que se consegue partilhar com outras pessoas, pela forma como todos se sentem melhor nos ambientes que foram energeticamente melhorados.


São variados dos fatores que se coordenam e alteram nos espaços para que haja este resultado. Usam-se, consoante os casos, as cores apropriadas, os cinco elementos energéticos (terra, fogo, árvore, água e metal), a iluminação, posicionamentos dos móveis, direções ou os elementos decorativos, entre outros.


Muito importante, na aplicação de Feng-Shui é considerar que cada casa é uma casa, tal como nós seres humanos. Assim, numa consultoria de Feng-Shui pessoal, ou em ambiente profissional, é preciso haver um estudo global que atenda a todos os aspetos envolvidos. Desta forma, os seus os utilizadores ou habitantes podem beneficiar das melhores condições energéticas que podem ser criadas, e que imprimam uma renovação e nova etapa de interação com os espaços ao estarem neles.


E, no caso da Mentoria de Casas Inspiradoras, o que se pretende é que as pessoas tenham uma nova experiência de sentir a sua casa. E que promova uma mudança no seu tempo pessoal e no espaço que crie e inspire novas possibilidades para as suas vidas, interiormente e na sua expressão no mundo.


Foi precisamente esta experiência de Feng-Shui Pessoal que motivou uma das minhas clientes, a Palmira, uma mulher assumidamente a inspirar-se com a sua vida e a sua casa, a enviar-me este seu testemunho. E fê-lo de uma forma feminina e criativa, que fazem parte dela, como ela graciosamente conseguiu exprimir tudo o que envolveu este processo pessoal com a casa e a sua família. Pelo que esta inspiração merece muito ser partilhada. Mais do que as palavras, que possa sentir esta energia! E sem mais delongas… Segue a Inspiração sobre as possibilidades de Bem-estar e Felicidade que o Feng-Shui promove!


Era uma vez uma casa que se sentia desmotivada e sem energia e que agora se sente alegre, harmoniosa e acolhedora.


Essa casa tem muita luz, passa um grande e largo rio à sua frente, com muita água (o que lhe dá profundidade ao pensamento) e fica no último andar o que lhe dá uma capacidade de visão e abertura que a maioria das casas não tem.


As suas janelas cheias de luz, brindavam-na, diariamente, com um magnifico sol nascente, e, mensalmente com serenas noites de lua cheia, ambos refletidos no rio; por isso a casa adorava o sítio onde foi construída.


As suas divisões é que andavam sempre a queixar se porque em cada uma havia diferentes formas de desarrumação e desinteresse. Só as varandas, vaidosamente criticavam entre si o que se passava lá dentro, porque estavam quase sempre limpas e enfeitadas com flores e plantas.


Havia ainda uma garagem que estava isolada no piso e que em tempos agonizou com tanta desordem e com a sujidade que o seu ocupante de quatro rodas lhe levava. Esta casa tinha como amiga, outra casa mais velha, onde os donos tinham morado e que muito se admirava das queixas que ouvia, porque lá sempre houve conforto e estava quase sempre tudo em ordem.


A amizade existia entre as duas casas porque ambas partilhavam a mesma profundidade no pensar e visão para a vida, porque ambas tinham aquele rio enorme e boa vista sobre os restantes prédios da cidade.

- O que se passará com a minha dona? - dizia ela para a amiga

- No meu tempo não era assim - respondia a mais velha - As minhas divisões raramente se queixavam, exceto os armários e a dispensa, que estavam sempre cheios, por falta de espaço.

- Pois, não sei! Só sei é que me sinto mal. Os meus donos gostavam muito de mim no início, mas depois algo mudou. Agora sinto-me triste e incapaz de os confortar. A minha dona anda sempre cansada e não quer saber de mim - dizia a casa nova.


A cozinha meteu-se na conversa e disse: "Vocês não reparam que só a dona mais velha é que aqui passa o tempo a cozinhar coisas que ela até nem gosta muito? E que ninguém ajuda?"

O estendal e os cestos da roupa (suja e lavada) disseram logo "connosco passa-se o mesmo... Quem trata das nossas roupas é sempre ela"

Os livros da sala e do escritório em coro também quiseram dar a sua opinião: "nós achamos que a dona mais velha anda infeliz e muito cansada, porque tem um trabalho que não combina com ela".


E, de, seguida quase todos os objetos da casa começaram a queixar-se porque quem cuidava deles era apenas a dona mais velha e alguns estavam fartos de ser deixados sempre fora do seu lugar...a dona arrumava-os e, logo, os donos os deixavam espalhados por toda a casa.


A casa, as outras divisões e todos os objetos da casa ficaram em silêncio a pensar no que tinha sido dito. A casa ficou pensativa. Ela era um simples imóvel que só reagia à ação dos seus donos. A eles pertencia iniciar mudanças de hábitos e formas de estar. Ela só devolvia o bem-estar que os donos criavam.


Um dia a mesa de cabeceira chamou a atenção dos outros móveis e divisões, porque estava um livro novo em cima dela. Chamava-se Mente Sã vida sã, de um tal Francisco Varatojo e tinha sido sugerido à dona por uma jovem chamada Cristiana que lhe espetava agulhas no corpo. "Que estranho"... Pensou a casa. "Nunca vi livros destes por aqui. O que as agulhas fazem às pessoas" e esqueceu o assunto, mas depressa reparou que apareciam cada vez mais livros daquele tipo, um pouco por todo o lado.


Os anos foram passando e a dona daquela casa tornou - se diferente.

À noite saía com o tapete verde e ia para outra casa fazer posições esquisitas e outros exercícios de onde vinha muito bem-disposta, deixando o tapete estafado. E de vez em quando deixava o dono sozinho em casa, porque ia a sítios aprender "coisas", como ela dizia.


Cada vez lia mais livros do mesmo estilo, às vezes ficava muito quieta em silêncio, sentada no chão, em frente à janela do escritório, a olhar para o rio e parecia que havia mais harmonia entre os donos, deixou de haver tanta discussão com a filha, tudo parecia fluir melhor e de vez em quando a dona passava os fins de semana fora porque andava a tirar um curso. "Macrobiótica", dizia o escritório para as outras divisões:"o que será isso?", perguntavam elas. - "Um estilo de vida", respondiam alguns livros e outros papéis.


A despensa foi a primeira a sentir mudanças. Passou a ter coisas que mal conhecia. Cereais integrais com nomes esquisitos, lentilhas e outros grãos, algas estranhas e muitos frutos secos, mas deram-se todos bem. No início havia muitas discussões com as caixas de cereais e as bolachas da dona mais nova, mas também esta mudou os seus hábitos e essas coisas desapareceram da despensa que agora exibia o seu conteúdo todo saudável e cheia de frasquinhos.


As donas emagreceram muito e o ambiente mudou muito ao longo dos anos, mas a dona continuava triste e começou a ter problemas de saúde que podiam ser graves.


Um dia, a casa que queria ser feliz teve a visita de uma terapeuta de casas que se chama Fernanda Helena, que lhe fez algumas cócegas com incensos, aromas que ela desconhecia, mas que cheiravam bem.

A casa que queria ser feliz, ficou tão bem a partir daí que nem queria acreditar. A dona continuou a fazer-lhe cócegas com os incensos e ela (a casa) ria-se muito. A partir daí a dona mudou ainda mais. Passou a ter tudo ordenado de outra maneira e a dona parecia também mais feliz.


A pouco e pouco foi mudando algumas coisas e em cada mudança, as divisões contempladas ficavam todas vaidosas e sentiam se bem com aqueles objetos novos e com aqueles cheirinhos.


O escritório era o que ela mais cuidava. Como se fosse uma coisa frágil. Estava sempre a ouvir músicas suaves e a receber cócegas das velas e dos incensos. Tirou de lá todos os papéis velhos e ele sentiu-se logo mais leve!

E ela ficava lá muito quieta, de olhos fechados a imaginar coisas e a casa que já era feliz ficava inundada de luzes violeta, azul e douradas, o que lhe dava uma leveza e bem-estar que há muito não sentia.


As outras divisões mais perto também beneficiavam desse bem-estar. Só a cozinha e a sala se queixavam porque a música quase se não ouvia. Mas, a pouco e pouco, a dona chegou a elas também. Mudou algumas coisas e tudo ficou mais equilibrado.


Mudou o chão da cozinha para uma cor mais clara. A cozinha estava toda vaidosa porque a sua dona passou a estar lá mais tempo a fazer as suas deliciosas comidas de inspiração macrobiótica, que agora os outros donos também já comiam.


O hall de entrada tinha um móvel novo, com um candeeiro muito colorido, que atraía quem nele entrava.


O quarto da dona mais nova, exibia também orgulhoso a sua arrumação; entre os quartos, ele era o mais luminoso e ele sabia isso. A sua dona também passou a andar mais bem-disposta e deixou de haver discussões entre as duas donas por causa da desordem.

A sala imensa e espaçosa com o rio aos seus pés também estava feliz, porque os donos de vez em quando convidavam amigos com quem tinham conversas interessantes, que as outras divisões não conseguiam ouvir, mas que ela depois contava.


As casas de banho passaram a ter as portas sempre fechadas, o que muito lhes agradou pois não gostavam nada de ter a sua intimidade sempre visível, como antigamente.


O quarto dos donos ficou com mais harmonia e a casa retribuía-lhes com abraços de intimidade quando eles lá estavam.



A dona mais velha voltou a dedicar-se à casa, fazia-lhe cócegas com o incenso, de vez em quando, e ela ria, ria, toda feliz...


Um dia a dona mais velha reuniu com os outros dois habitantes e, depois de muita discussão, fizeram um plano, onde todos tinham que trabalhar em equipa na casa. E foram definidas tarefas (rotativas e fixas) para cada um.


A dona mais velha começou a andar mais descontraída, a ter tempo para os livros que estavam fartos de esperar para ser lidos, para as flores das varandas e para muitas outras coisas de que ela gostava.


Todas as divisões se sentiam bem e a casa que queria ser feliz, agora só queria manter essa felicidade.




Agora já conseguia dar conforto aos seus donos quando chegavam cansados dos seus dias de trabalho, principalmente à sua dona que se cansava tanto com o seu árido e difícil trabalho.


Mas observava-a atentamente quando ela chegava. Estava sempre à espera da música suave e das suas cócegas, ora com velas, ora com incensos. E envolvia-a com doses de conforto e harmonia todos os dias, porque ela era a alma da casa e se a alma da casa não está bem, a casa rapidamente adoece.


A casa que queria ser feliz passou a conjugar o verbo SER no presente e agora dizia "EU SOU FELIZ E TENHO HARMONIA EM MIM".”


Fica a Inspiração!


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